segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Esvaziando a Adega 5° Edição

AMIGOS,

EIS O RESULTADO DA DEGUSTAÇÃO REALIZADA EM 17 DE JANEIRO DE 2009 NA RISOTERIA VITTORIA:


1o. - FINCA FLICHMAN DEDICADO 1999 - CS/SHIRAZ/MALBEC - ARG - adquirido em fevereiro de 2008
2o. - MORANDÉ VITISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999 - CHILE- adquirido em setembro de 2002
3o. - BAROLO BATASIOLO DOCG 1999 - ITÁLIA - adquirido na Expand em julho de 2005
4o. - BRANDS OF COONAWARRA SHIRAZ 1999 - AUSTRÁLIA - adquirido em setembro de 2008 na BEST WINE estava na adega climatizada
5o.- CHATEAU LA MARZELLE GRAND CRU CLASSÉ SAINT-EMILIÓN 1999 - FRANÇA - MERLOT/CF e CS - adquirido no Carrefour em julho de 2008
6o. - JOSÉ DE SOUZA MAYOR GARRAFEIRA VRA 1999 - TRINCADEIRA/ARAGONEZ e GRAND NOIR - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2005 no Carrefour
6o.- ADEGA COOPERATIVA BORBA RESERVA 1999 - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2003 no extinto Supermercado BIG
7o. - BALBI BARBARO 1999 - CS/MERLOT/MALBEC - PORTUGAL - adquirido em julho de 2002 8o. - AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON 1999 - BRASIL - adquirido em agosto de 2008


BREVES COMENTÁRIOS
O Confrade Horst Kissmann nos brindou com o PROSECCO DI CONEGLIANO VALDOBBIADENE CASE BIANCHE - VIGNA DEL CUC, da Importadora Decanter, 11,5% de álcool, que abriu a degustação e que se destacou por seus aromas frutados e frescos com destaque para maçã verde. Na boca um vinho leve, de ótimo frescor, mineralidade e ausência de amargor. O espumante que levei DE GREVILLE BRUT não pôde ser servido por que não havia gelo, o que foi um descuido porque já tinha avisado que pretendia serví-lo gelado.
O vencedor DEDICADO 1999 é um vinho argentino irregular. Cada garrafa é uma surpresa. De um total de quatro adquiridas em janeiro de 2008, essa é a terceira que estava em perfeito estado de conservação. As duas anteriores não estavam boas. É um corte de 51% cabernet sauvignon, 39% de syrah e somente 10% de malbec. Restaram duas garrafas, uma na adega climatizada desde janeiro de 2003 e outra adquirida em janeiro de 2008. Das 10 amostras degustadas, foi o vinho de maior concentração de cor e de sabor. O nariz não se destacou. Mas a boca volumosa e densa, com bastante madeira e de taninos ainda vivos chamou atenção de todos. Oportunamente farei uma nova degustação e incluirei essas duas garrafas remanescentes. Para mim era o azarão. Nota final 90/100 pts.

A segunda colocação ficou para um vinho bastante consistente e que não costuma decepcionar: MORANDÉ VISTISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999. Já o havia degustado dois anos atrás e com relação a essa garrafa, já houve a perda de intensidade aromática. Mas a boca mostrou o contrário: apesar dos taninos prontos, a sua acidez e corpo ainda vivos lhe garantiriam alguns anos de garrafa. Nota 89,5/100 pts.
O ocupante do terceiro lugar foi um BAROLO BATASIOLO DOCG previamente decantado por duas horas. De um total de quatro garrafas, essa é a terceira amostra que se mostrou bem superior às anteriores que não foram convenientemente decantadas (Essa foi por duas horas). Apresentou uma cor granada brilhante sem turbidez, aromas de frutas secas, taninos bem marcantes e para alguns adstringentes, ótima acidez e de boa permanência no palato. Para um BAROLO genérico não decepcionou nem um pouco, esbanjou tipicidade. Se fosse mais complexo e profundo certamente que arrebataria o pódio. Nota 89/100 pts.

Na quarta colocação um SHIRAZ AUSTRALIANO: BRANDS OF COONAWARRA. De cor rubi profundo com reflexos granada com ligeira turbidez, mostrou os aromas característicos da casta com especiarias, leve cassis e algum vegetal. Na boca se mostrou macio, intenso e de bons taninos a lhe conferir alguma sobrevida pela frente. Ficou com 88/100 pts.

Na quinta colocação aquele que julgava ser um dos favoritos: o SAINT-EMILIÓN CHATEAU LA MARZELLE. De cor rubi intenso com reflexos granada, aromas mentolados e com leve chocolate, na boca revelou taninos prontos, boa acidez, corpo médio e ficou devendo complexidade gustativa. Essa é a terceira de um lote de seis garrafas, sendo que as duas amostras anteriores degustadas seis meses atrás estavam bem superiores, com muita fruta e elegância. Nota 87,5/100 pts. No sexto lugar, o vinho de número 9: o ALENTEJANO JOSÉ DE SOUZA MAIOR. Pouco intenso e unidimensional no nariz, compensou no palato aquilo que lhe faltou no olfato. Na boca se mostrou macio, expansivo, redondo, bons taninos, leve, elegante e longo. Nota 87/100 pts.Empatado no sexto lugar outro alentejano: ADEGA COOPERATIVA BORBA. Era um dos vinhos mais antigos da adega, estava lá há cinco a nos e foi comprado no extinto BIG. Foi o vinho que apresentou a melhor complexidade aromática do painel, com notas de alcatrão, café torrado, vegetal e um leve defumado. Na boca se mostrou macio, denso e potente, mas ainda assim neste quesito ficou atrás do JOSÉ DE SOUZA MAYOR. Nota 87/100 pts.No sétimo lugar o argentino BALBI. Aromas mentolados com algum chocolate. Na boca mostrou taninos esmaecidos pelo tempo, boa acidez, corpo compatível, baixa complexidade gustativa e final suave. Seu auge já passou. Está em declínio. Nota 85/100 pts.Na última colocação o representante nacional AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON. Aromas vegetais, notas de cantina e algum terroso. Na boca corpo médio, boa acidez e baixa complexidade gustativa com algum amargor. Vinho em franco declínio. Nota 84/100 pts.Ao final o Confrade JÚLIO levou um vinho de sobremesa que desafiou o conhecimento dos degustadores. Tratava-se do INTENSO, chardonnay da SALTON que mostrou equilíbrio entre acidez e doçuca, sabor com nota para fruta em compota e final sem amargor. Nenhum dos presentes foi capaz de acertar na mosca a sua procedência. Vinho surpreendente que mostrou bastante evolução qualitativa em relação às safras anteriores.OBSERVAÇÃO:Essa foi a quinta degustação promovida na RISOTERIA VITTÓRIA. O serviço deixou um pouco à desejar porque ao chegarmos a mesa ainda não estava pronta. Isso implicou num atraso de no mínimo trinta minutos. O maître Pereira que se encarregava de providenciar desde a arrumação das mesas até o serviço dos vinhos e execução dos pratos está afastado (pneumonia) e o Eduardo, proprietário, não soube me dizer se vai retornar ao trabalho. Também houve morosidade no serviço porque os vinhos foram servidos com grande espaço de tempo entre uma e outra amostra. Mas o principal, que são os pratos mais uma vez não decepcionaram e o preço cobrado se mostrou justo. Irei conversar com o Eduardo e solicitar apresença dele nas próximas reuniões para que os problemas ocorridos não venham a se repetir.Agradecimento sincero e especial aos Confrades MIGUEL, JULIO, HORST, GLAUBER e GARALDI que possibilitaram a realização do evento e que decididamente contribuíram para o ESVAZIAMENTO DE MINHA ADEGA (rsr).Abraços e até a próxima.

JERIEL DA COSTA

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Queijos e vinhos (3)

Olá, amantes do bom vinho!!!
Como prometido, segue a terceira indicação de harmonização de queijos e vinhos, só que hoje a dica é com o meu predileto. O queijo de cabra.
O queijo de cabra segue o padrão de maturação encontrado em outros queijos, ou seja, dos mais frescos aos mais encorpados, com menos ou mais cura.
No Brasil, encontramos excelentes opções de diferentes estilos para todos os gostos e bolsos. Não são queijos muito fáceis, geralmenes são para pessoas iniciadas na boa gastronomia ou que tenham o hábito de consumo trazido da infância.Alguns reclamam que o queijo de cabra tem aromas que remetem ao animal vivo, partcularmente tomo isso como uma qualidede e não como um defeito.
Como temos uma grande opção desses queijos, a escolha de vinhos para sua harmonização também é grande. Quando o queijo é leve, sem cura, o vinho também segue o padrão. Os mais curados podem ser acompanhados de tintos leves.
A harmonização clássica para este queijo, são os vinhos da região de Sancerre, na França. A uva indicada é a Sauvignon Blanc. Com boa acidez, frescor e frutas abundantes.
Outra opção é o Pouilly-Fumé que vai te proporcionar a mesma quelidade com preços similares.
Em se tratando de novo mundo, uma boa opção são os chilenos do Vale de Casa Blanca, com custos mais adequados ao nosso bolso. Não podemos nos esquecer, dos brancos da Nova Zelândia, esses um pouco mais caros, sem perder a qualidade do acompanhamento.
Uma sugestão para seu consumo é a seguinte:
Escolha um dos queijos que tenham a capa de fungos branca. Ponha-o no forno, já pré aquecido, e na forma com um fio de azeite. Acompanhe para que o queijo chega a estufar, sem estourar. Sirva imediatamente com pão e uma saladinha. Uma opção é com geléias de frutas fermelhas ou mesmo com um fio de mel.
Bom apetite e saúde!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ABRUZZO NO AGUZZO

Na última terça feira dia 16, estivemos em um jantar com pratos típicos italianos harmonizados com vinhos italianos de excelente qualidade da região do Abruzzo.

Os vinhos dessa, estão sendo importados pela Trade Banc, capitaniada pelo competente Nelson e com o auxilio da não menos, a sommelièr Beatriz.

O jantar foi aberto com pães, grissini, patês e manteiga. A entrada foi uma Bruschetta com queijo de cabra, rúcula fatiada e soppressata. O vinho foi um Rosato de Cabernet - San Lorenzo 2007. A bruschetta crocante e vinho apresentou-se leve e refrescante, caindo muito bem com a noite quente.

O primeiro prato, uma polenta com camarões, puxado no molho de manteiga e açafrão e pedaços de aspargo picado. A harmonização foi com o Altare 2005 da uva Trebiano. O vinho com muita estrutura. Um vinho que suporta perfeitamente um prato de maior peso. Ressalto que este vinho é fermentado em barrica de carvalho e possui a fermentação malolática espontânea, o que proporciona ao vinho um amanteigado, aveludado e maciez, típica desse processo, transferindo ao vinho uma qualidade muito grande.

O segundo prato, uma massa caseira fresca, típica do Abruzzo com pancetta, tomates frescos salpicada com pecorino, corretamente ralado no prato, no ato do consumo. O vinho foi o Marramiero Inferi 2005. Um vinho que passa 12 meses em cavalho. A harmonização mostrou-se perfeita. Seguiu o princípio da harmonização por equilíbrio e permitiu perceber-se todos os componentes em boca, tanto os do prato, quanto os do vinho.

O prato principal, foi uma paleta de cordeiro ao forno com alecrim e favas. O vinho, foi o corpulento Oinos San Lorenzo 2005 DOCG. O vinho, que passa 18 meses em carvalho, está prontíssimo para beber e suporta mais alguns anos de guarda. Eu arriscaria dizer que em dois anos, este vinho, que já é pronto, ficará melhor ainda.

A sobremesa uma leve pêra, puxada ao vinho Moltepulciano Sírio.

Para aqueles que acham que os Montepulcianos de Abruzzo são vinhos menores, precisam rever seus conceitos. A verdade é que normalmente os vinhos desta região que chegavam ao Brasil, eram os mais populares, muito diferente destes, que são de alta qualidade representando verdadeiramente o melhor do Abruzzo. Valem quanto pesam e prová-los é indispensável.

Trade Banc : 9270.8508 com Beatriz
Restaurante Aguzzo: 3083.7363

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Queijos e Vinhos (2)

Olá, amantes do bom vinho!!!
Nesta segunda postagem, a proposta foi falar de Camembert, Brie e do Serra da Estrela.
Em uma postagem anterior sugeri o Chardonnay e como alternativa um Shiraz leve, para combinar com os dois primeiros. Além de manter a proposta, gostaria de acrescentar a idéia de que a qualidade dos vinhos é fundamental para que a harmonização funcione bem.
Como opção ao branco Chardonnay e o tinto Shiraz, uma opção, um pouca mais elevada em relação ao preço, é o Dolcetto, um vinho italiano mais leve entre os tintos italianos conhecidos, com muita elegância.
Pela sua origem francesa, o Camembert (Normandia) e o Brie (Île de France), vai muito bem também com os finos Pinot Noir. Pense que se for optar por um tinto, que este seja leve.
Já para o Serra da Estrela, região postuguesa próxima ao Dão, o vinho mais adequado é um português especial. Entre os melhores estão os fortificados. Falo do tradicional Vinho do Porto. O mais especial entre eles é o Porto Vintage. Mas o que é um Porto Vintage?
O Porto é um vinho fortificado, ou seja, um vinho que vai ser acrescido de água ardente vínica, o que proporciona ao vinho, seu alto teor alcóolico.
O caso a parte entre os portos, o Vintage é feito com uvas da mesma safra. Esta safra especial, só é possível quando vários fatores climáticos foram possíveis. Estes fatores, são avaliados e determinada safra Vintage, pela própria Associação dos Produtores do Porto.Inclusive, é tradição em portugal, presentear o filho cujo nascimento coincida com a safra Vintage, pois esse vinho durará a vida toda dessa criança.
Na próxima edição, o queijo de cabra.
Saúde!!!

domingo, 14 de dezembro de 2008

Esvaziando a Adega - 4° edição

Olá, amantes do bom vinho!!!

No último sábado, dia 13, estivemos reunidos na quarta edição da Confraria Esvaziando a Adega, capitaniada pelo confrade Jeriel da Costa, e que ainda contou com a participação dos confrades: Glauber Pereira, Clóvis Pavan, José Luís Garaldi, Lucas Garaldi e Alexandre Furniel.

O local do evento foi a Risoteria Vittória, onde pudemos desfrutar de um excelente almoço. A entrada foi um Carpaccio de Salmão, seguido de um risoto com tomate cereja e mix de frutos do mar e peixe. A sobremesa foi um musse de chocolate branco, envolto em uma casca de chocolate meio-amargo com calda de frutas vermelhas.

O tema desta edição foi Chardonnay do Chile e Argentina e a safra mais antiga foi a de 2003 e a mais nova 2007.

Abaixo segue a classificação da degustação, a média da pontuação entre os confrades e seu preço de mercado. A classificação contou com a colaboração de Jeriel da Costa.

8. Marques de Casa Concha Pirque (Maipo) 2003 77,2/100 R$ 78.

7. Balbi Chardonnay Mendoza 2004 79,2/100 R$ 30.

6. Las Moras Chardonnay San Juan 2004 81,3/100 R$ 36.

5.Santa Julia Chardonnay Mendoza 2005 81,8/100 R$ 26.

4.Santa Helena Siglo de Oro Casablanca 2005 83,6/100 R$ 24.

3.Tamaya Reserva Chardonnay Limarí 2005 85,8/100 R$ 45.

2. Terrazas Reserva Chardonnay Mendoza 2003 87,0/100 R$ 70.

1. Castillo de Molina Reserva Casablanca 2004 88,2/100 R$ 40. Segundo lugar na degustação de chardonnay chilenos da revista Gula 173 de março de 2007.

Aguardem a próxima edição em fevereiro de 2009.

Saúde!!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Queijos e Vinhos (1)

Olá, amantes do bom vinho !!!
As postagens que se seguem, serão referentes a harmonização de queijos e vinhos, que recentemente iniciei comentários e resolvi me estender sobre o assunto.
Farei aos poucos, para despertar o interesse por esse especial casamento, muito apreciado por nós brasileiros.
A primeira harmonização sugerida, será a dos Roquefort e Gorgonzola com vinho.
Antes porém, gostaria de tentar desmistificar a diferença entre ambos. Muitos acham que são o mesmo queijo, certo? Pelo menos feitos com o mesmo tipo de leite? Não são!
O Roquefort é de origem francesa e é produzido a partir do leite de ovelhas, portanto mais gorduroso que o Gorgonzola, de origem italiana e feito a partir do leite da vaca. É claro que estamos nos referindo ao queijo produzido em suas condições orignais, sem os desvios que a indústria pode produzir.
Feita essa ressalva, vamos a harmonização.
Todos devem estar acostumados com o belo vinho tinto certo?Pois bem, o importante é entendermos tecnicamente as coisas para buscarmos a melhor relação com o prazer, mas não precisamos abandonar o que culturalmente estamos acostumados.
A melhor combinação é com o francês Sauterne. Neste caso específico, estamos harmonizando por contraste e não por similaridade.
Os queijos mencionados são tipicamente salgados e gordurosos. Já o vinho ácido e doce.O salgado vai contrastar e equlibrar com o doce do vinho. Já a gordura com a acidez. Esperimente e desfrute esse prazer!
Na próxima postagem, Camembert, Brie e Serra da Estrela.
Saúde e bom apetite!
Brevemente vinhos para o verão. E em janeiro, acompanhem comigo a incursão que farei por 20 dias pelo interior da Argentina.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Queijos e vinhos

Olá, amigos e amantes do bom vinho!

Ao receber mais um pedido, resolvi atendê-lo o mais breve possível. O assunto é harmonização de queijos com vinhos.
Em primeiro lugar precisamos esquecer aquela velha forma de servir queijos e vinhos. É tradição entre os consumidores destas iguarias colocar para ser servido 4 ou 5 queijos em uma tábua e um único tipo de vinho. É importante sabermos que queijos diferentes, vinhos diferentes. Para cada queijo devemos servir um vinho diferente, geralmente. Mesmo a uva indicada, tem formas diferentes de vinificação e níveis diferentes de envelhecimento, teores de álcool e portanto, torna-se um vinho diferente. Mesmo que seja da mesma uva e região.
Há uma velha brincadeira que ilustra um pouco a possibilidade de harmonização. Um comerciante de vinhos ganancioso, quando vai comprar seus vinhos como maçã, sua adstringência é tanta, que ele percebe todos os defeitos do vinho a ser comprado e negociado seu preço. E, este mesmo, quando vai vender seus vinhos, oferece gentilmente como petisco um parmesão. Sua untuosidade, seu alto teor de gordura, encobre todos os defeitos dos vinhos para o consumidor.
Assim também, podem ser pensadas as relações entre os vinhos com as comidas. Em particular os queijos, neste momento, podem seguir as seguintes sugestões por princípios. Queijos mais duros, casam bem com vinhos mais encorpados, e queijos mais leves casam bem com vinhos mais leves. Queijos mais neutros de temperos casam bem com vinhos brancos e queijos mais encorpados, vinhos tintos.
Outra dica é na hora consumir um queijo de uma determinada região, buscar a uva daquela região. Um queijo de um lugar, casa bem com vinho da mesma região. Esse raciocínio pode ser seguido também para outras comidas. É interessante tentar entender os hábitos alimentares das pessoas de um lugar e descobrir os vinhos que produzem, eles falarão a mesma língua, pertencem ao mesmo terroir.

Abaixo indico algumas sugestões de harmonização:

O brie, pelo seu teor de cremosidade e gordura, deve ser acompanhado de um Chardonnay.
O provolone, muito consumido na mesa do brasileiro, pelo seu caráter defumado, que nem sempre o é de fato, e aqui, nem sempre é feito originalmente com queijo de ovelha(receita original), pode ser consumido com San Giovese. O toque de madeira que alguns vinhos possam ter combina bem com o caráter defumado de seu processo de produção.
O roquefort, pelo seu alto teor de gordura, o sal e os temperos, podem ser consumidos com um Late Harvest. A doçura e acidez combinarão muito bem por contraste e não por similaridade, sugeridas até aqui.
O camembert, quando jovem, deve ser servido com Chardonnay e caso ele seja mais velho, a Shiraz, cai muito bem.
O nosso campeão de pedidos parmesão, deve ser servido com o Cabernet Sauvignon.
O emental, pode ser servido tanto com Pinot Noir, quanto com Cabernet Sauvignon.
O peccorino, meu favorito, deve ser servido com Sauvignon Blanc, de preferência um Sancerre.
Eis aqui algumas sugestões. Na próxima postagem,penso em sugerir algumas marcas específicas, mas não se esqueçam que sempre é importante respeitar as tradições do hábito de consumo, a técnica correta de harmonização, o padrão de paladar e a disposição em pagar pelo vinho e o queijo.
Saúde e bom apetite!