In Vino Veritas - Uma noite de degustação de vinhos verdadeiramente diferenciados
Olá, Amantes do bom vinho!
Na noite de 24 de junho último, realizamos nas dependências do Caesar Park Faria Lima, sito à Rua das Olimpíadas 205, sala Faria Lima 1 (local de facílimo acesso - logo na entrada do Hotel) uma mega degustação com excelentes vinhos, com grandes parceiros e mais ainda muitos amigos.
Em primeiro lugar, gostaria de agradecer ao Hotel Caesar Park, na figura do competente gerente de eventos Marco Aurélio e a Tia Augusta, na figura do se CEO Filipe Fortunato por acreditarem na idéia.
Contamos com 6 expsitores altamente qualificados e optamos pela qualidade e com um número significativo de rótulos. O evento foi de ótimo nível, eis que os vinhos foram servidos diretamente pelos expositores com generosidade e também porque o ingresso dava direito a um buffet de queijos, pães, frios. E, ainda, para surpresa de todos, uma deliciosa massa quente para acompanhar a degustação.
Estiveram presentes:
Casa Valduga, La Cave Jado, Interfood, Miguel Torres (Reloco), Tradebanc e Wine Experience.
Outros patrocinadores: Presença Propaganda, SBAV-SP e The Wine School.
A Reloco, por exemplo, tem diversas linhas de produtos e escolheu, com acerto, os vinhos chilenos produzidos no Vale de Curicó por Miguel Torres, linha Santa Digna, apresentados pelo competente Marco Ribeiro Rodrigues:
Cordillera Chardonnay 2007 – R$ 55,00
Santa Digna Gewürztraminer 2008 – R$ 41,00
Santa Digna Cabernet Sauvignon 2006 – R$ 41,00
Santa Digna Shiraz 2007 – R$ 41,00
Santa Digna Malbec 2007 - R$ 41,00
A Tradebanc, capitaniada pelo meu amigo Nelson(sócio proprietário) representado por Thiago e Camila, apresentou os seguintes vinhos italianos do Abruzzo:
Sírio Montepulciano DAbruzzo - R$ 39
Montori Montepulciano DAbruzzo - R$ 69
Antares Montepulciano DAbruzzo – R$ 79
Inferi Marramiero Montepulciano DAbruzzo - R$ 139
A La Cave Jado, representada por Dorothée Souchaud que cuidadosamente servia vinhos franceses e explicava detalhes sobre cada amostra:
Cuvée Gamay - AOC Touraine - Domaine du Rin du Bois - R$ 39,00
Cuvée Fantaisie 2006 - AOC Fronton - Château Joliet - R$ 48,00
Saint Qvinis Tinto 2006 - AOC Côteaux Varois en Provence - Domaine de Fontlade R$50,00
Millésime 2006 - AOC Côtes du Rhône - Domaine de la Graveirette - R$ 67,oo
Hommage 2003 - AOC Côtes de Bourg - Bordeaux - Château Lamblim - R$ 92,00
Interfood, na pessoa da simpática Roberta, com vinhos argentinos:
Trapiche Las Palmas (malbec e chardonnay) e Finca La Célia Supremo 2006
Wine Experience, capitaneada pelo arrojado Vinícius Saad que conseguiu trazer marcas inéditas da Califórnia, muito conhecidas nos EUA e que freqüentam as listas da Wine Spectator:
Lucchesi Pinot Grigio 2007 – R$ 133,18
Naggiar Viognier Sierra Foothills 2007 – R$ 171,48
Estate Dry Rosé of Sangiovese Alexander Valley 2007 – R$ 121,53
Naggiar Cabernet Sauvignon Sierra Foothills 2005 – R$ 171,48
Flora Springs Cabernet Sauvignon Napa Valley 2005 – R$ 203,11
Casa Valduga:
Villa Lobos Cabernet Sauvignon 2005
Espumante prosecco e a linha reserva da casa
Ao final sorteio de brindes, vinhos, aventais, cursos e até de uma viagem com acompanhante para o Chile com direito a traslados, hospedagem e visita à vinícola Concha y Toro, etc. Agora cabe uma pergunta: existe algum evento dessa natureza em São Paulo? Resposta: eventos de vinhos nessa época não faltam, muitos são fechados e aqueles que são abertos ao público cobram preços elevados e não dão direito a sorteios, comida à vontade, vinhos cuidadosamente escolhidos e servidos com generosidade pelos expositores, tudo isso por singelos R$ 80, assim definitivamente a resposta é não!!
Aguardem para julho 27, no restaurante San Sebastian, uma oficina de degustação de vinhos finos.
Em setembro, vinhos de primavera
quinta-feira, 9 de julho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Vino Veritas, degustação de vinhos verdadeiramente diferenciados
Olá Amantes do Bom Vinho!

Se você está curtindo esse friozinho gostoso, ele não poderia ter vindo em melhor hora. Afinal, frio e vinho são uma combinação perfeita. Ainda mais agora, com o Vino Veritas. Evento que estou organizando, de forma a proporcionar a você a possibilidade de degustar marcas de qualidade incontestável, bem como criar um ambiente propício ao relacionamento com especialistas no assunto. A primeira edição do Vino Veritas ocorre em 24 de junho. Além da mega degustação, você poderá comprar vinhos direto dos fornecedores e participar de buffet e sorteios. Vino Veritas deriva do pensamento de Platão, “In vino, veritas”, “no vinho, a verdade”. Ou seja, uma oportunidade de conhecer opções verdadeiramente diferenciadas, seja quanto ao buquê, sabor e apresentação. Além disso preparei um encontro que não se destina somente àqueles que dominam a arte do vinho, mas a todos que desejam conhecer e se aprofundar nos prazeres dessa bebida, que a cada dia ganha a preferência dos brasileiros. Ficarei muito feliz em vê-lo. Certamente, com a sua participação, e daqueles que você quiser convidar, o Vino Veritas será um evento capaz de esquentar as frias noites que a capital paulista vem registrando. Abraços e até lá.
Alexandre Furniel
Ficha Técnica
Evento: Vino Veritas
Data: 24.06.09, quarta-feira
Horário: 19h00 às 22h00
Local: Caesar Park Faria Lima - Rua Olimpíadas, 205, sala Faria Lima 1 - São Paulo/SP
RSVP: até 20.06.09, horário comercial, fone (11) 9617-3905
Investimento: R$ 80,00 por pessoa
Patrocínio: Caesar Park Faria Lima e Tia Augusta Turismo
Apoio: Associação Brasileira dos Amigos do Vinho, Casa Valduga, La Cave Jado, Classics Interfood, Miguel Torres, Presença Propaganda, Tradebanc, Wine Experience, The Wine School, Wine & Spirit

quinta-feira, 5 de março de 2009
Rádio USP-FM e MUNDO SOMMELIER
Olá, Amantes do Bom Vinho!!!
É com muito prazer que anuncio a todos o meu programa na rádio USP-fm(93,7). Trata-se de um boletim que é veiculado todas as quartas e sextas feiras, 12h20 e 20h20.
O boletim chama-se Mundo Sommelier e é apresentado por mim e conta com o apoio cultural do restaurante alemão Konstanz.
O boletim será publicado sempre com temas variados, vinhos, comidas e dicas de serviços, equipamentos, armazenamento e compras de qualidade. Ouçam na rádio e participem pelo e-mail do programa: mundosommelier@gmail.com. vc poderá ouvir os boletins pelo site da rádio. Uma vez por mês o programa realizará o sorteio de um jantar para duas pessoas com vinho e vc pode concorrer a este, participando do programa. Conto com a audiência de todos os amigos.
Aproveito também para convidá-los para no dia primeiro de abril, não é mentira, participarem de um jantar harmonizado de enogastronomia italiana. A cozinha ficará por conta do chef Newton Figueiredo e os vinhos serão da região do Abruzzo. Para informações, contactar Marisa ou Virgínia f.: 55723905 (período da tarde)
Abraços e saúde!
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Esvaziando a Adega 5° Edição
AMIGOS,
EIS O RESULTADO DA DEGUSTAÇÃO REALIZADA EM 17 DE JANEIRO DE 2009 NA RISOTERIA VITTORIA:
1o. - FINCA FLICHMAN DEDICADO 1999 - CS/SHIRAZ/MALBEC - ARG - adquirido em fevereiro de 2008
2o. - MORANDÉ VITISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999 - CHILE- adquirido em setembro de 2002
3o. - BAROLO BATASIOLO DOCG 1999 - ITÁLIA - adquirido na Expand em julho de 2005
4o. - BRANDS OF COONAWARRA SHIRAZ 1999 - AUSTRÁLIA - adquirido em setembro de 2008 na BEST WINE estava na adega climatizada
5o.- CHATEAU LA MARZELLE GRAND CRU CLASSÉ SAINT-EMILIÓN 1999 - FRANÇA - MERLOT/CF e CS - adquirido no Carrefour em julho de 2008
6o. - JOSÉ DE SOUZA MAYOR GARRAFEIRA VRA 1999 - TRINCADEIRA/ARAGONEZ e GRAND NOIR - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2005 no Carrefour
6o.- ADEGA COOPERATIVA BORBA RESERVA 1999 - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2003 no extinto Supermercado BIG
7o. - BALBI BARBARO 1999 - CS/MERLOT/MALBEC - PORTUGAL - adquirido em julho de 2002 8o. - AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON 1999 - BRASIL - adquirido em agosto de 2008
BREVES COMENTÁRIOS
O Confrade Horst Kissmann nos brindou com o PROSECCO DI CONEGLIANO VALDOBBIADENE CASE BIANCHE - VIGNA DEL CUC, da Importadora Decanter, 11,5% de álcool, que abriu a degustação e que se destacou por seus aromas frutados e frescos com destaque para maçã verde. Na boca um vinho leve, de ótimo frescor, mineralidade e ausência de amargor. O espumante que levei DE GREVILLE BRUT não pôde ser servido por que não havia gelo, o que foi um descuido porque já tinha avisado que pretendia serví-lo gelado.
O vencedor DEDICADO 1999 é um vinho argentino irregular. Cada garrafa é uma surpresa. De um total de quatro adquiridas em janeiro de 2008, essa é a terceira que estava em perfeito estado de conservação. As duas anteriores não estavam boas. É um corte de 51% cabernet sauvignon, 39% de syrah e somente 10% de malbec. Restaram duas garrafas, uma na adega climatizada desde janeiro de 2003 e outra adquirida em janeiro de 2008. Das 10 amostras degustadas, foi o vinho de maior concentração de cor e de sabor. O nariz não se destacou. Mas a boca volumosa e densa, com bastante madeira e de taninos ainda vivos chamou atenção de todos. Oportunamente farei uma nova degustação e incluirei essas duas garrafas remanescentes. Para mim era o azarão. Nota final 90/100 pts.
A segunda colocação ficou para um vinho bastante consistente e que não costuma decepcionar: MORANDÉ VISTISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999. Já o havia degustado dois anos atrás e com relação a essa garrafa, já houve a perda de intensidade aromática. Mas a boca mostrou o contrário: apesar dos taninos prontos, a sua acidez e corpo ainda vivos lhe garantiriam alguns anos de garrafa. Nota 89,5/100 pts.
O ocupante do terceiro lugar foi um BAROLO BATASIOLO DOCG previamente decantado por duas horas. De um total de quatro garrafas, essa é a terceira amostra que se mostrou bem superior às anteriores que não foram convenientemente decantadas (Essa foi por duas horas). Apresentou uma cor granada brilhante sem turbidez, aromas de frutas secas, taninos bem marcantes e para alguns adstringentes, ótima acidez e de boa permanência no palato. Para um BAROLO genérico não decepcionou nem um pouco, esbanjou tipicidade. Se fosse mais complexo e profundo certamente que arrebataria o pódio. Nota 89/100 pts.
Na quarta colocação um SHIRAZ AUSTRALIANO: BRANDS OF COONAWARRA. De cor rubi profundo com reflexos granada com ligeira turbidez, mostrou os aromas característicos da casta com especiarias, leve cassis e algum vegetal. Na boca se mostrou macio, intenso e de bons taninos a lhe conferir alguma sobrevida pela frente. Ficou com 88/100 pts.
Na quinta colocação aquele que julgava ser um dos favoritos: o SAINT-EMILIÓN CHATEAU LA MARZELLE. De cor rubi intenso com reflexos granada, aromas mentolados e com leve chocolate, na boca revelou taninos prontos, boa acidez, corpo médio e ficou devendo complexidade gustativa. Essa é a terceira de um lote de seis garrafas, sendo que as duas amostras anteriores degustadas seis meses atrás estavam bem superiores, com muita fruta e elegância. Nota 87,5/100 pts. No sexto lugar, o vinho de número 9: o ALENTEJANO JOSÉ DE SOUZA MAIOR. Pouco intenso e unidimensional no nariz, compensou no palato aquilo que lhe faltou no olfato. Na boca se mostrou macio, expansivo, redondo, bons taninos, leve, elegante e longo. Nota 87/100 pts.Empatado no sexto lugar outro alentejano: ADEGA COOPERATIVA BORBA. Era um dos vinhos mais antigos da adega, estava lá há cinco a nos e foi comprado no extinto BIG. Foi o vinho que apresentou a melhor complexidade aromática do painel, com notas de alcatrão, café torrado, vegetal e um leve defumado. Na boca se mostrou macio, denso e potente, mas ainda assim neste quesito ficou atrás do JOSÉ DE SOUZA MAYOR. Nota 87/100 pts.No sétimo lugar o argentino BALBI. Aromas mentolados com algum chocolate. Na boca mostrou taninos esmaecidos pelo tempo, boa acidez, corpo compatível, baixa complexidade gustativa e final suave. Seu auge já passou. Está em declínio. Nota 85/100 pts.Na última colocação o representante nacional AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON. Aromas vegetais, notas de cantina e algum terroso. Na boca corpo médio, boa acidez e baixa complexidade gustativa com algum amargor. Vinho em franco declínio. Nota 84/100 pts.Ao final o Confrade JÚLIO levou um vinho de sobremesa que desafiou o conhecimento dos degustadores. Tratava-se do INTENSO, chardonnay da SALTON que mostrou equilíbrio entre acidez e doçuca, sabor com nota para fruta em compota e final sem amargor. Nenhum dos presentes foi capaz de acertar na mosca a sua procedência. Vinho surpreendente que mostrou bastante evolução qualitativa em relação às safras anteriores.OBSERVAÇÃO:Essa foi a quinta degustação promovida na RISOTERIA VITTÓRIA. O serviço deixou um pouco à desejar porque ao chegarmos a mesa ainda não estava pronta. Isso implicou num atraso de no mínimo trinta minutos. O maître Pereira que se encarregava de providenciar desde a arrumação das mesas até o serviço dos vinhos e execução dos pratos está afastado (pneumonia) e o Eduardo, proprietário, não soube me dizer se vai retornar ao trabalho. Também houve morosidade no serviço porque os vinhos foram servidos com grande espaço de tempo entre uma e outra amostra. Mas o principal, que são os pratos mais uma vez não decepcionaram e o preço cobrado se mostrou justo. Irei conversar com o Eduardo e solicitar apresença dele nas próximas reuniões para que os problemas ocorridos não venham a se repetir.Agradecimento sincero e especial aos Confrades MIGUEL, JULIO, HORST, GLAUBER e GARALDI que possibilitaram a realização do evento e que decididamente contribuíram para o ESVAZIAMENTO DE MINHA ADEGA (rsr).Abraços e até a próxima.
JERIEL DA COSTA
EIS O RESULTADO DA DEGUSTAÇÃO REALIZADA EM 17 DE JANEIRO DE 2009 NA RISOTERIA VITTORIA:
1o. - FINCA FLICHMAN DEDICADO 1999 - CS/SHIRAZ/MALBEC - ARG - adquirido em fevereiro de 2008
2o. - MORANDÉ VITISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999 - CHILE- adquirido em setembro de 2002
3o. - BAROLO BATASIOLO DOCG 1999 - ITÁLIA - adquirido na Expand em julho de 2005
4o. - BRANDS OF COONAWARRA SHIRAZ 1999 - AUSTRÁLIA - adquirido em setembro de 2008 na BEST WINE estava na adega climatizada
5o.- CHATEAU LA MARZELLE GRAND CRU CLASSÉ SAINT-EMILIÓN 1999 - FRANÇA - MERLOT/CF e CS - adquirido no Carrefour em julho de 2008
6o. - JOSÉ DE SOUZA MAYOR GARRAFEIRA VRA 1999 - TRINCADEIRA/ARAGONEZ e GRAND NOIR - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2005 no Carrefour
6o.- ADEGA COOPERATIVA BORBA RESERVA 1999 - PORTUGAL - adquirido em dezembro de 2003 no extinto Supermercado BIG
7o. - BALBI BARBARO 1999 - CS/MERLOT/MALBEC - PORTUGAL - adquirido em julho de 2002 8o. - AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON 1999 - BRASIL - adquirido em agosto de 2008
BREVES COMENTÁRIOS
O Confrade Horst Kissmann nos brindou com o PROSECCO DI CONEGLIANO VALDOBBIADENE CASE BIANCHE - VIGNA DEL CUC, da Importadora Decanter, 11,5% de álcool, que abriu a degustação e que se destacou por seus aromas frutados e frescos com destaque para maçã verde. Na boca um vinho leve, de ótimo frescor, mineralidade e ausência de amargor. O espumante que levei DE GREVILLE BRUT não pôde ser servido por que não havia gelo, o que foi um descuido porque já tinha avisado que pretendia serví-lo gelado.
O vencedor DEDICADO 1999 é um vinho argentino irregular. Cada garrafa é uma surpresa. De um total de quatro adquiridas em janeiro de 2008, essa é a terceira que estava em perfeito estado de conservação. As duas anteriores não estavam boas. É um corte de 51% cabernet sauvignon, 39% de syrah e somente 10% de malbec. Restaram duas garrafas, uma na adega climatizada desde janeiro de 2003 e outra adquirida em janeiro de 2008. Das 10 amostras degustadas, foi o vinho de maior concentração de cor e de sabor. O nariz não se destacou. Mas a boca volumosa e densa, com bastante madeira e de taninos ainda vivos chamou atenção de todos. Oportunamente farei uma nova degustação e incluirei essas duas garrafas remanescentes. Para mim era o azarão. Nota final 90/100 pts.
A segunda colocação ficou para um vinho bastante consistente e que não costuma decepcionar: MORANDÉ VISTISTERRA CABERNET SAUVIGNON 1999. Já o havia degustado dois anos atrás e com relação a essa garrafa, já houve a perda de intensidade aromática. Mas a boca mostrou o contrário: apesar dos taninos prontos, a sua acidez e corpo ainda vivos lhe garantiriam alguns anos de garrafa. Nota 89,5/100 pts.
O ocupante do terceiro lugar foi um BAROLO BATASIOLO DOCG previamente decantado por duas horas. De um total de quatro garrafas, essa é a terceira amostra que se mostrou bem superior às anteriores que não foram convenientemente decantadas (Essa foi por duas horas). Apresentou uma cor granada brilhante sem turbidez, aromas de frutas secas, taninos bem marcantes e para alguns adstringentes, ótima acidez e de boa permanência no palato. Para um BAROLO genérico não decepcionou nem um pouco, esbanjou tipicidade. Se fosse mais complexo e profundo certamente que arrebataria o pódio. Nota 89/100 pts.
Na quarta colocação um SHIRAZ AUSTRALIANO: BRANDS OF COONAWARRA. De cor rubi profundo com reflexos granada com ligeira turbidez, mostrou os aromas característicos da casta com especiarias, leve cassis e algum vegetal. Na boca se mostrou macio, intenso e de bons taninos a lhe conferir alguma sobrevida pela frente. Ficou com 88/100 pts.
Na quinta colocação aquele que julgava ser um dos favoritos: o SAINT-EMILIÓN CHATEAU LA MARZELLE. De cor rubi intenso com reflexos granada, aromas mentolados e com leve chocolate, na boca revelou taninos prontos, boa acidez, corpo médio e ficou devendo complexidade gustativa. Essa é a terceira de um lote de seis garrafas, sendo que as duas amostras anteriores degustadas seis meses atrás estavam bem superiores, com muita fruta e elegância. Nota 87,5/100 pts. No sexto lugar, o vinho de número 9: o ALENTEJANO JOSÉ DE SOUZA MAIOR. Pouco intenso e unidimensional no nariz, compensou no palato aquilo que lhe faltou no olfato. Na boca se mostrou macio, expansivo, redondo, bons taninos, leve, elegante e longo. Nota 87/100 pts.Empatado no sexto lugar outro alentejano: ADEGA COOPERATIVA BORBA. Era um dos vinhos mais antigos da adega, estava lá há cinco a nos e foi comprado no extinto BIG. Foi o vinho que apresentou a melhor complexidade aromática do painel, com notas de alcatrão, café torrado, vegetal e um leve defumado. Na boca se mostrou macio, denso e potente, mas ainda assim neste quesito ficou atrás do JOSÉ DE SOUZA MAYOR. Nota 87/100 pts.No sétimo lugar o argentino BALBI. Aromas mentolados com algum chocolate. Na boca mostrou taninos esmaecidos pelo tempo, boa acidez, corpo compatível, baixa complexidade gustativa e final suave. Seu auge já passou. Está em declínio. Nota 85/100 pts.Na última colocação o representante nacional AURORA MILLÉSIME CABERNET SAUVIGNON. Aromas vegetais, notas de cantina e algum terroso. Na boca corpo médio, boa acidez e baixa complexidade gustativa com algum amargor. Vinho em franco declínio. Nota 84/100 pts.Ao final o Confrade JÚLIO levou um vinho de sobremesa que desafiou o conhecimento dos degustadores. Tratava-se do INTENSO, chardonnay da SALTON que mostrou equilíbrio entre acidez e doçuca, sabor com nota para fruta em compota e final sem amargor. Nenhum dos presentes foi capaz de acertar na mosca a sua procedência. Vinho surpreendente que mostrou bastante evolução qualitativa em relação às safras anteriores.OBSERVAÇÃO:Essa foi a quinta degustação promovida na RISOTERIA VITTÓRIA. O serviço deixou um pouco à desejar porque ao chegarmos a mesa ainda não estava pronta. Isso implicou num atraso de no mínimo trinta minutos. O maître Pereira que se encarregava de providenciar desde a arrumação das mesas até o serviço dos vinhos e execução dos pratos está afastado (pneumonia) e o Eduardo, proprietário, não soube me dizer se vai retornar ao trabalho. Também houve morosidade no serviço porque os vinhos foram servidos com grande espaço de tempo entre uma e outra amostra. Mas o principal, que são os pratos mais uma vez não decepcionaram e o preço cobrado se mostrou justo. Irei conversar com o Eduardo e solicitar apresença dele nas próximas reuniões para que os problemas ocorridos não venham a se repetir.Agradecimento sincero e especial aos Confrades MIGUEL, JULIO, HORST, GLAUBER e GARALDI que possibilitaram a realização do evento e que decididamente contribuíram para o ESVAZIAMENTO DE MINHA ADEGA (rsr).Abraços e até a próxima.
JERIEL DA COSTA
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Queijos e vinhos (3)
Olá, amantes do bom vinho!!!
Como prometido, segue a terceira indicação de harmonização de queijos e vinhos, só que hoje a dica é com o meu predileto. O queijo de cabra.
O queijo de cabra segue o padrão de maturação encontrado em outros queijos, ou seja, dos mais frescos aos mais encorpados, com menos ou mais cura.
No Brasil, encontramos excelentes opções de diferentes estilos para todos os gostos e bolsos. Não são queijos muito fáceis, geralmenes são para pessoas iniciadas na boa gastronomia ou que tenham o hábito de consumo trazido da infância.Alguns reclamam que o queijo de cabra tem aromas que remetem ao animal vivo, partcularmente tomo isso como uma qualidede e não como um defeito.
Como temos uma grande opção desses queijos, a escolha de vinhos para sua harmonização também é grande. Quando o queijo é leve, sem cura, o vinho também segue o padrão. Os mais curados podem ser acompanhados de tintos leves.
A harmonização clássica para este queijo, são os vinhos da região de Sancerre, na França. A uva indicada é a Sauvignon Blanc. Com boa acidez, frescor e frutas abundantes.
Outra opção é o Pouilly-Fumé que vai te proporcionar a mesma quelidade com preços similares.
Em se tratando de novo mundo, uma boa opção são os chilenos do Vale de Casa Blanca, com custos mais adequados ao nosso bolso. Não podemos nos esquecer, dos brancos da Nova Zelândia, esses um pouco mais caros, sem perder a qualidade do acompanhamento.
Uma sugestão para seu consumo é a seguinte:
Escolha um dos queijos que tenham a capa de fungos branca. Ponha-o no forno, já pré aquecido, e na forma com um fio de azeite. Acompanhe para que o queijo chega a estufar, sem estourar. Sirva imediatamente com pão e uma saladinha. Uma opção é com geléias de frutas fermelhas ou mesmo com um fio de mel.
Bom apetite e saúde!
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
ABRUZZO NO AGUZZO
Na última terça feira dia 16, estivemos em um jantar com pratos típicos italianos harmonizados com vinhos italianos de excelente qualidade da região do Abruzzo.
Os vinhos dessa, estão sendo importados pela Trade Banc, capitaniada pelo competente Nelson e com o auxilio da não menos, a sommelièr Beatriz.
O jantar foi aberto com pães, grissini, patês e manteiga. A entrada foi uma Bruschetta com queijo de cabra, rúcula fatiada e soppressata. O vinho foi um Rosato de Cabernet - San Lorenzo 2007. A bruschetta crocante e vinho apresentou-se leve e refrescante, caindo muito bem com a noite quente.
O primeiro prato, uma polenta com camarões, puxado no molho de manteiga e açafrão e pedaços de aspargo picado. A harmonização foi com o Altare 2005 da uva Trebiano. O vinho com muita estrutura. Um vinho que suporta perfeitamente um prato de maior peso. Ressalto que este vinho é fermentado em barrica de carvalho e possui a fermentação malolática espontânea, o que proporciona ao vinho um amanteigado, aveludado e maciez, típica desse processo, transferindo ao vinho uma qualidade muito grande.
O segundo prato, uma massa caseira fresca, típica do Abruzzo com pancetta, tomates frescos salpicada com pecorino, corretamente ralado no prato, no ato do consumo. O vinho foi o Marramiero Inferi 2005. Um vinho que passa 12 meses em cavalho. A harmonização mostrou-se perfeita. Seguiu o princípio da harmonização por equilíbrio e permitiu perceber-se todos os componentes em boca, tanto os do prato, quanto os do vinho.
O prato principal, foi uma paleta de cordeiro ao forno com alecrim e favas. O vinho, foi o corpulento Oinos San Lorenzo 2005 DOCG. O vinho, que passa 18 meses em carvalho, está prontíssimo para beber e suporta mais alguns anos de guarda. Eu arriscaria dizer que em dois anos, este vinho, que já é pronto, ficará melhor ainda.
A sobremesa uma leve pêra, puxada ao vinho Moltepulciano Sírio.
Para aqueles que acham que os Montepulcianos de Abruzzo são vinhos menores, precisam rever seus conceitos. A verdade é que normalmente os vinhos desta região que chegavam ao Brasil, eram os mais populares, muito diferente destes, que são de alta qualidade representando verdadeiramente o melhor do Abruzzo. Valem quanto pesam e prová-los é indispensável.
Trade Banc : 9270.8508 com Beatriz
Restaurante Aguzzo: 3083.7363
Os vinhos dessa, estão sendo importados pela Trade Banc, capitaniada pelo competente Nelson e com o auxilio da não menos, a sommelièr Beatriz.
O jantar foi aberto com pães, grissini, patês e manteiga. A entrada foi uma Bruschetta com queijo de cabra, rúcula fatiada e soppressata. O vinho foi um Rosato de Cabernet - San Lorenzo 2007. A bruschetta crocante e vinho apresentou-se leve e refrescante, caindo muito bem com a noite quente.
O primeiro prato, uma polenta com camarões, puxado no molho de manteiga e açafrão e pedaços de aspargo picado. A harmonização foi com o Altare 2005 da uva Trebiano. O vinho com muita estrutura. Um vinho que suporta perfeitamente um prato de maior peso. Ressalto que este vinho é fermentado em barrica de carvalho e possui a fermentação malolática espontânea, o que proporciona ao vinho um amanteigado, aveludado e maciez, típica desse processo, transferindo ao vinho uma qualidade muito grande.
O segundo prato, uma massa caseira fresca, típica do Abruzzo com pancetta, tomates frescos salpicada com pecorino, corretamente ralado no prato, no ato do consumo. O vinho foi o Marramiero Inferi 2005. Um vinho que passa 12 meses em cavalho. A harmonização mostrou-se perfeita. Seguiu o princípio da harmonização por equilíbrio e permitiu perceber-se todos os componentes em boca, tanto os do prato, quanto os do vinho.
O prato principal, foi uma paleta de cordeiro ao forno com alecrim e favas. O vinho, foi o corpulento Oinos San Lorenzo 2005 DOCG. O vinho, que passa 18 meses em carvalho, está prontíssimo para beber e suporta mais alguns anos de guarda. Eu arriscaria dizer que em dois anos, este vinho, que já é pronto, ficará melhor ainda.
A sobremesa uma leve pêra, puxada ao vinho Moltepulciano Sírio.
Para aqueles que acham que os Montepulcianos de Abruzzo são vinhos menores, precisam rever seus conceitos. A verdade é que normalmente os vinhos desta região que chegavam ao Brasil, eram os mais populares, muito diferente destes, que são de alta qualidade representando verdadeiramente o melhor do Abruzzo. Valem quanto pesam e prová-los é indispensável.
Trade Banc : 9270.8508 com Beatriz
Restaurante Aguzzo: 3083.7363
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Queijos e Vinhos (2)
Olá, amantes do bom vinho!!!
Nesta segunda postagem, a proposta foi falar de Camembert, Brie e do Serra da Estrela.
Em uma postagem anterior sugeri o Chardonnay e como alternativa um Shiraz leve, para combinar com os dois primeiros. Além de manter a proposta, gostaria de acrescentar a idéia de que a qualidade dos vinhos é fundamental para que a harmonização funcione bem.
Como opção ao branco Chardonnay e o tinto Shiraz, uma opção, um pouca mais elevada em relação ao preço, é o Dolcetto, um vinho italiano mais leve entre os tintos italianos conhecidos, com muita elegância.
Pela sua origem francesa, o Camembert (Normandia) e o Brie (Île de France), vai muito bem também com os finos Pinot Noir. Pense que se for optar por um tinto, que este seja leve.
Já para o Serra da Estrela, região postuguesa próxima ao Dão, o vinho mais adequado é um português especial. Entre os melhores estão os fortificados. Falo do tradicional Vinho do Porto. O mais especial entre eles é o Porto Vintage. Mas o que é um Porto Vintage?
O Porto é um vinho fortificado, ou seja, um vinho que vai ser acrescido de água ardente vínica, o que proporciona ao vinho, seu alto teor alcóolico.
O caso a parte entre os portos, o Vintage é feito com uvas da mesma safra. Esta safra especial, só é possível quando vários fatores climáticos foram possíveis. Estes fatores, são avaliados e determinada safra Vintage, pela própria Associação dos Produtores do Porto.Inclusive, é tradição em portugal, presentear o filho cujo nascimento coincida com a safra Vintage, pois esse vinho durará a vida toda dessa criança.
Na próxima edição, o queijo de cabra.
Saúde!!!
domingo, 14 de dezembro de 2008
Esvaziando a Adega - 4° edição
Olá, amantes do bom vinho!!!
No último sábado, dia 13, estivemos reunidos na quarta edição da Confraria Esvaziando a Adega, capitaniada pelo confrade Jeriel da Costa, e que ainda contou com a participação dos confrades: Glauber Pereira, Clóvis Pavan, José Luís Garaldi, Lucas Garaldi e Alexandre Furniel.
O local do evento foi a Risoteria Vittória, onde pudemos desfrutar de um excelente almoço. A entrada foi um Carpaccio de Salmão, seguido de um risoto com tomate cereja e mix de frutos do mar e peixe. A sobremesa foi um musse de chocolate branco, envolto em uma casca de chocolate meio-amargo com calda de frutas vermelhas.
O tema desta edição foi Chardonnay do Chile e Argentina e a safra mais antiga foi a de 2003 e a mais nova 2007.
Abaixo segue a classificação da degustação, a média da pontuação entre os confrades e seu preço de mercado. A classificação contou com a colaboração de Jeriel da Costa.
8. Marques de Casa Concha Pirque (Maipo) 2003 77,2/100 R$ 78.
7. Balbi Chardonnay Mendoza 2004 79,2/100 R$ 30.
6. Las Moras Chardonnay San Juan 2004 81,3/100 R$ 36.
5.Santa Julia Chardonnay Mendoza 2005 81,8/100 R$ 26.
4.Santa Helena Siglo de Oro Casablanca 2005 83,6/100 R$ 24.
3.Tamaya Reserva Chardonnay Limarí 2005 85,8/100 R$ 45.
2. Terrazas Reserva Chardonnay Mendoza 2003 87,0/100 R$ 70.
1. Castillo de Molina Reserva Casablanca 2004 88,2/100 R$ 40. Segundo lugar na degustação de chardonnay chilenos da revista Gula 173 de março de 2007.
Aguardem a próxima edição em fevereiro de 2009.
Saúde!!!!
No último sábado, dia 13, estivemos reunidos na quarta edição da Confraria Esvaziando a Adega, capitaniada pelo confrade Jeriel da Costa, e que ainda contou com a participação dos confrades: Glauber Pereira, Clóvis Pavan, José Luís Garaldi, Lucas Garaldi e Alexandre Furniel.
O local do evento foi a Risoteria Vittória, onde pudemos desfrutar de um excelente almoço. A entrada foi um Carpaccio de Salmão, seguido de um risoto com tomate cereja e mix de frutos do mar e peixe. A sobremesa foi um musse de chocolate branco, envolto em uma casca de chocolate meio-amargo com calda de frutas vermelhas.
O tema desta edição foi Chardonnay do Chile e Argentina e a safra mais antiga foi a de 2003 e a mais nova 2007.
Abaixo segue a classificação da degustação, a média da pontuação entre os confrades e seu preço de mercado. A classificação contou com a colaboração de Jeriel da Costa.
8. Marques de Casa Concha Pirque (Maipo) 2003 77,2/100 R$ 78.
7. Balbi Chardonnay Mendoza 2004 79,2/100 R$ 30.
6. Las Moras Chardonnay San Juan 2004 81,3/100 R$ 36.
5.Santa Julia Chardonnay Mendoza 2005 81,8/100 R$ 26.
4.Santa Helena Siglo de Oro Casablanca 2005 83,6/100 R$ 24.
3.Tamaya Reserva Chardonnay Limarí 2005 85,8/100 R$ 45.
2. Terrazas Reserva Chardonnay Mendoza 2003 87,0/100 R$ 70.
1. Castillo de Molina Reserva Casablanca 2004 88,2/100 R$ 40. Segundo lugar na degustação de chardonnay chilenos da revista Gula 173 de março de 2007.
Aguardem a próxima edição em fevereiro de 2009.
Saúde!!!!
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Queijos e Vinhos (1)
Olá, amantes do bom vinho !!!
As postagens que se seguem, serão referentes a harmonização de queijos e vinhos, que recentemente iniciei comentários e resolvi me estender sobre o assunto.
Farei aos poucos, para despertar o interesse por esse especial casamento, muito apreciado por nós brasileiros.
A primeira harmonização sugerida, será a dos Roquefort e Gorgonzola com vinho.
Antes porém, gostaria de tentar desmistificar a diferença entre ambos. Muitos acham que são o mesmo queijo, certo? Pelo menos feitos com o mesmo tipo de leite? Não são!
O Roquefort é de origem francesa e é produzido a partir do leite de ovelhas, portanto mais gorduroso que o Gorgonzola, de origem italiana e feito a partir do leite da vaca. É claro que estamos nos referindo ao queijo produzido em suas condições orignais, sem os desvios que a indústria pode produzir.
Feita essa ressalva, vamos a harmonização.
Todos devem estar acostumados com o belo vinho tinto certo?Pois bem, o importante é entendermos tecnicamente as coisas para buscarmos a melhor relação com o prazer, mas não precisamos abandonar o que culturalmente estamos acostumados.
A melhor combinação é com o francês Sauterne. Neste caso específico, estamos harmonizando por contraste e não por similaridade.
Os queijos mencionados são tipicamente salgados e gordurosos. Já o vinho ácido e doce.O salgado vai contrastar e equlibrar com o doce do vinho. Já a gordura com a acidez. Esperimente e desfrute esse prazer!
Na próxima postagem, Camembert, Brie e Serra da Estrela.
Saúde e bom apetite!
Brevemente vinhos para o verão. E em janeiro, acompanhem comigo a incursão que farei por 20 dias pelo interior da Argentina.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Queijos e vinhos
Olá, amigos e amantes do bom vinho!
Ao receber mais um pedido, resolvi atendê-lo o mais breve possível. O assunto é harmonização de queijos com vinhos.
Em primeiro lugar precisamos esquecer aquela velha forma de servir queijos e vinhos. É tradição entre os consumidores destas iguarias colocar para ser servido 4 ou 5 queijos em uma tábua e um único tipo de vinho. É importante sabermos que queijos diferentes, vinhos diferentes. Para cada queijo devemos servir um vinho diferente, geralmente. Mesmo a uva indicada, tem formas diferentes de vinificação e níveis diferentes de envelhecimento, teores de álcool e portanto, torna-se um vinho diferente. Mesmo que seja da mesma uva e região.
Há uma velha brincadeira que ilustra um pouco a possibilidade de harmonização. Um comerciante de vinhos ganancioso, quando vai comprar seus vinhos como maçã, sua adstringência é tanta, que ele percebe todos os defeitos do vinho a ser comprado e negociado seu preço. E, este mesmo, quando vai vender seus vinhos, oferece gentilmente como petisco um parmesão. Sua untuosidade, seu alto teor de gordura, encobre todos os defeitos dos vinhos para o consumidor.
Assim também, podem ser pensadas as relações entre os vinhos com as comidas. Em particular os queijos, neste momento, podem seguir as seguintes sugestões por princípios. Queijos mais duros, casam bem com vinhos mais encorpados, e queijos mais leves casam bem com vinhos mais leves. Queijos mais neutros de temperos casam bem com vinhos brancos e queijos mais encorpados, vinhos tintos.
Outra dica é na hora consumir um queijo de uma determinada região, buscar a uva daquela região. Um queijo de um lugar, casa bem com vinho da mesma região. Esse raciocínio pode ser seguido também para outras comidas. É interessante tentar entender os hábitos alimentares das pessoas de um lugar e descobrir os vinhos que produzem, eles falarão a mesma língua, pertencem ao mesmo terroir.
Abaixo indico algumas sugestões de harmonização:
O brie, pelo seu teor de cremosidade e gordura, deve ser acompanhado de um Chardonnay.
O provolone, muito consumido na mesa do brasileiro, pelo seu caráter defumado, que nem sempre o é de fato, e aqui, nem sempre é feito originalmente com queijo de ovelha(receita original), pode ser consumido com San Giovese. O toque de madeira que alguns vinhos possam ter combina bem com o caráter defumado de seu processo de produção.
O roquefort, pelo seu alto teor de gordura, o sal e os temperos, podem ser consumidos com um Late Harvest. A doçura e acidez combinarão muito bem por contraste e não por similaridade, sugeridas até aqui.
O camembert, quando jovem, deve ser servido com Chardonnay e caso ele seja mais velho, a Shiraz, cai muito bem.
O nosso campeão de pedidos parmesão, deve ser servido com o Cabernet Sauvignon.
O emental, pode ser servido tanto com Pinot Noir, quanto com Cabernet Sauvignon.
O peccorino, meu favorito, deve ser servido com Sauvignon Blanc, de preferência um Sancerre.
Eis aqui algumas sugestões. Na próxima postagem,penso em sugerir algumas marcas específicas, mas não se esqueçam que sempre é importante respeitar as tradições do hábito de consumo, a técnica correta de harmonização, o padrão de paladar e a disposição em pagar pelo vinho e o queijo.
Ao receber mais um pedido, resolvi atendê-lo o mais breve possível. O assunto é harmonização de queijos com vinhos.
Em primeiro lugar precisamos esquecer aquela velha forma de servir queijos e vinhos. É tradição entre os consumidores destas iguarias colocar para ser servido 4 ou 5 queijos em uma tábua e um único tipo de vinho. É importante sabermos que queijos diferentes, vinhos diferentes. Para cada queijo devemos servir um vinho diferente, geralmente. Mesmo a uva indicada, tem formas diferentes de vinificação e níveis diferentes de envelhecimento, teores de álcool e portanto, torna-se um vinho diferente. Mesmo que seja da mesma uva e região.
Há uma velha brincadeira que ilustra um pouco a possibilidade de harmonização. Um comerciante de vinhos ganancioso, quando vai comprar seus vinhos como maçã, sua adstringência é tanta, que ele percebe todos os defeitos do vinho a ser comprado e negociado seu preço. E, este mesmo, quando vai vender seus vinhos, oferece gentilmente como petisco um parmesão. Sua untuosidade, seu alto teor de gordura, encobre todos os defeitos dos vinhos para o consumidor.
Assim também, podem ser pensadas as relações entre os vinhos com as comidas. Em particular os queijos, neste momento, podem seguir as seguintes sugestões por princípios. Queijos mais duros, casam bem com vinhos mais encorpados, e queijos mais leves casam bem com vinhos mais leves. Queijos mais neutros de temperos casam bem com vinhos brancos e queijos mais encorpados, vinhos tintos.
Outra dica é na hora consumir um queijo de uma determinada região, buscar a uva daquela região. Um queijo de um lugar, casa bem com vinho da mesma região. Esse raciocínio pode ser seguido também para outras comidas. É interessante tentar entender os hábitos alimentares das pessoas de um lugar e descobrir os vinhos que produzem, eles falarão a mesma língua, pertencem ao mesmo terroir.
Abaixo indico algumas sugestões de harmonização:
O brie, pelo seu teor de cremosidade e gordura, deve ser acompanhado de um Chardonnay.
O provolone, muito consumido na mesa do brasileiro, pelo seu caráter defumado, que nem sempre o é de fato, e aqui, nem sempre é feito originalmente com queijo de ovelha(receita original), pode ser consumido com San Giovese. O toque de madeira que alguns vinhos possam ter combina bem com o caráter defumado de seu processo de produção.
O roquefort, pelo seu alto teor de gordura, o sal e os temperos, podem ser consumidos com um Late Harvest. A doçura e acidez combinarão muito bem por contraste e não por similaridade, sugeridas até aqui.
O camembert, quando jovem, deve ser servido com Chardonnay e caso ele seja mais velho, a Shiraz, cai muito bem.
O nosso campeão de pedidos parmesão, deve ser servido com o Cabernet Sauvignon.
O emental, pode ser servido tanto com Pinot Noir, quanto com Cabernet Sauvignon.
O peccorino, meu favorito, deve ser servido com Sauvignon Blanc, de preferência um Sancerre.
Eis aqui algumas sugestões. Na próxima postagem,penso em sugerir algumas marcas específicas, mas não se esqueçam que sempre é importante respeitar as tradições do hábito de consumo, a técnica correta de harmonização, o padrão de paladar e a disposição em pagar pelo vinho e o queijo.
Saúde e bom apetite!
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Espumantes Brasileiros
Olá, amantes do bom vinho!
Atendendo a um pedido particular, resolvi indicar alguns dos melhores espumantes brasileiros aos leitores desse blog.
As indicações seguem um critério pessoal e é incapaz de representar o universo dos espumantes brasileiros. Trata-se apenas de uma amostra. As indicações são bem significativas, pois vários amantes do bom vinho compartilham da mesma opinião. Portanto, estes irão certamente atender ao paladar e ao bolso dos mais exigentes, com um custo/qualidade muito generoso frente à qualidade dos produtos.
A ordem abaixo não segue nenhum padrão e nem mesmo pode se considerar um ranking de excelência. Os preços são os mais próximos da realidade, mas não podem ser tomados como tabela atualizada.
01 - Casa Valduga Espumante 130 anos Brut (Champenoise) R$ 45,00
02 – Cave Gaisse Brut Terroir (Champenoise) R$ 80,00
03 – Cave Gaisse Brut Nature (Champenoise) R$ 38,00
04 – Salton Évidence (Champenoise) R$ 50,00
05 – Salton Brut Carta Ouro (Charmat) R$ 25,00
06 – Dom Cândido (Champenoise) R$ 28,00
07 – Chandon Brut Reserve R$ 39,00 (Charmat)
08 – Chandon Excellence R$ 75,00 (Charmat)
09 – Dal Pizzol Brut R$ 48,00 (Champenoise)
10 – Miolo Millésime Brut R$ 60,00 (Champenoise)
11 - Pizzato Brut R$ 38,00 (Champenoise)
O objetivo desta publicação, além de atender ao pedido mencionado, vai ao encontro dos festejos de final de ano que se aproximam.
Saúde e bebam com moderação!
Atendendo a um pedido particular, resolvi indicar alguns dos melhores espumantes brasileiros aos leitores desse blog.
As indicações seguem um critério pessoal e é incapaz de representar o universo dos espumantes brasileiros. Trata-se apenas de uma amostra. As indicações são bem significativas, pois vários amantes do bom vinho compartilham da mesma opinião. Portanto, estes irão certamente atender ao paladar e ao bolso dos mais exigentes, com um custo/qualidade muito generoso frente à qualidade dos produtos.
A ordem abaixo não segue nenhum padrão e nem mesmo pode se considerar um ranking de excelência. Os preços são os mais próximos da realidade, mas não podem ser tomados como tabela atualizada.
01 - Casa Valduga Espumante 130 anos Brut (Champenoise) R$ 45,00
02 – Cave Gaisse Brut Terroir (Champenoise) R$ 80,00
03 – Cave Gaisse Brut Nature (Champenoise) R$ 38,00
04 – Salton Évidence (Champenoise) R$ 50,00
05 – Salton Brut Carta Ouro (Charmat) R$ 25,00
06 – Dom Cândido (Champenoise) R$ 28,00
07 – Chandon Brut Reserve R$ 39,00 (Charmat)
08 – Chandon Excellence R$ 75,00 (Charmat)
09 – Dal Pizzol Brut R$ 48,00 (Champenoise)
10 – Miolo Millésime Brut R$ 60,00 (Champenoise)
11 - Pizzato Brut R$ 38,00 (Champenoise)
O objetivo desta publicação, além de atender ao pedido mencionado, vai ao encontro dos festejos de final de ano que se aproximam.
Saúde e bebam com moderação!
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Um Grande Jantar
Olá, amantes do bom vinho !!!
Na última terça-feira, dia 18/12, eu e amigos estivemos no Ville du Vin, Ex Expand em Alphaville, para um jantar harmonizado. Foram 4 exemplares da francesa Taittinger, nas versões: Brut Reserve; Comtes de Champagne Blanc de Blanc 1998; Brut Millésimé 2002 e a Demi-Sec.
O apresentador do evento foi nada menos que o dono, Clóvis Taittinger, quarta geração da família. O sommelier da casa é o experiente e competente Nelson (diretor da ABS-São Paulo) e o cheff Alain Uzan, responsável pelas iguarias.
Entrada: Tartin de Brie com Alho Poro. A harmonização foi com a Brut Reserve.
O primeiro prato: Saint-Pierre com Batatas ao Azeite Trufado. A harmonização foi com a Contes de Taittinger Blanc de Blanc 1998.
O segundo prato: Risoto de Cogumelos Sortidos. A harmonização foi com a Brut Millésimé.
A sobremesa: Torta de Maçã. A harmonização foi com a Demi-sec.
Com relação à harmonização, tecnicamente estava excelente, sem comentários. Apenas cabe destacar meu padrão pessoal com relação aos Champagnes e a harmonização em si. E faço apenas uma menção a temperatura de serviço, que deveria ser servido um pouco mais frio. Calculo que deveria estar acima dos oito graus e eu prefiro que seja servida a seis. Apenas as safradas, penso, deveriam ser servidas entre oito e nove graus, para que os aromas e sabores se revelem mais intensamente.
Começo pela harmonização, que me parece mais simples. Destaco a harmonização da sobremesa. Apesar dos doces não serem do meu agrado pessoal, dessa vez percebi um equilíbrio justo entre a torta de maçã e a Demi-Sec. O açúcar leve da torta com a doçura sutil da Champagne casaram muito bem.
Com relação as demais harmonizações, a correção dos pratos, estilos e rótulos estavam, repito, tecnicamente corretos e as indico sem restrições e nem medo de incorrer em erros, parabéns ao Cheff Alain e ao Sommelier Nelson.
Gostaria de me deter mais aos espumantes em si.
A Taittinger Brut Reserve é lançada no mercado com mínimo de 3 a até 4 anos de cave. Trata-se comercialmente do carro-chefe da empresa e para minha surpresa não está presente o corte clássico. A mistura final fica com 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay.
A Comtes de Champagne Blanc de Blanc 1998, por ser blac de blanc é 100% Chardonnay. Foi a Grande Dama da noite. Trata-se de uma cuvée especialíssima, feita em grandes anos, daí ser safrada, e provenientes dos melhores vinhedos Crus da Cote dês Blancs.
Destaco os sabores de nozes secas, damasco, abricot e uvas passas brancas. Excelente !!!
Uma Champagne para se tomar em qualquer harmonização ou só, preferencialmente muito bem acompanhado.
A Taittinger Brut Millésimé 2002 é composta 50% de Chardonnay e os outros 50% de Pinot Noir, mais uma vez senti a ausência da Pinot Meunier. Apesar da qualidade indiscutível, apresenta um certo residual de açúcar que passa a ser, ao meu ver, uma tipicidade diferenciada para o produto. Entendo que ainda está jovem, mas pode ser saboreada, sem dúvida, desde já. Ressalto que se apresenta mais gastronômicamente para o momento, exatamente pelo seu açúcar residual, muito bem harmonizada com a untuosidade do risoto.
A Taittinger demi-Sec, apresenta-se com as três uvas: 40% Chardonnay, e os outros 60% divididos. Por ser a primeira, a Chardonnay e com a graduação de 40%, acredito que haja um equilíbrio, pois não é comum uma segunda uva descrita ter um percentual maior que a primeira citada. Antes de ser acrescentado o liquor de expedição para sua categoria demi-sec, ela permanece por três anos em cave.
Como os amigos perceberam, foi um jantar muito feliz, inclusive pelos amigos presentes e as boas conversas e as imprescindíveis risadas, pois a felicidade é fundamental, regada a Champagne perfeito, com pessoas especiais, inesquecível!
Abraços e saúde !!!
Na última terça-feira, dia 18/12, eu e amigos estivemos no Ville du Vin, Ex Expand em Alphaville, para um jantar harmonizado. Foram 4 exemplares da francesa Taittinger, nas versões: Brut Reserve; Comtes de Champagne Blanc de Blanc 1998; Brut Millésimé 2002 e a Demi-Sec.
O apresentador do evento foi nada menos que o dono, Clóvis Taittinger, quarta geração da família. O sommelier da casa é o experiente e competente Nelson (diretor da ABS-São Paulo) e o cheff Alain Uzan, responsável pelas iguarias.
Entrada: Tartin de Brie com Alho Poro. A harmonização foi com a Brut Reserve.
O primeiro prato: Saint-Pierre com Batatas ao Azeite Trufado. A harmonização foi com a Contes de Taittinger Blanc de Blanc 1998.
O segundo prato: Risoto de Cogumelos Sortidos. A harmonização foi com a Brut Millésimé.
A sobremesa: Torta de Maçã. A harmonização foi com a Demi-sec.
Com relação à harmonização, tecnicamente estava excelente, sem comentários. Apenas cabe destacar meu padrão pessoal com relação aos Champagnes e a harmonização em si. E faço apenas uma menção a temperatura de serviço, que deveria ser servido um pouco mais frio. Calculo que deveria estar acima dos oito graus e eu prefiro que seja servida a seis. Apenas as safradas, penso, deveriam ser servidas entre oito e nove graus, para que os aromas e sabores se revelem mais intensamente.
Começo pela harmonização, que me parece mais simples. Destaco a harmonização da sobremesa. Apesar dos doces não serem do meu agrado pessoal, dessa vez percebi um equilíbrio justo entre a torta de maçã e a Demi-Sec. O açúcar leve da torta com a doçura sutil da Champagne casaram muito bem.
Com relação as demais harmonizações, a correção dos pratos, estilos e rótulos estavam, repito, tecnicamente corretos e as indico sem restrições e nem medo de incorrer em erros, parabéns ao Cheff Alain e ao Sommelier Nelson.
Gostaria de me deter mais aos espumantes em si.
A Taittinger Brut Reserve é lançada no mercado com mínimo de 3 a até 4 anos de cave. Trata-se comercialmente do carro-chefe da empresa e para minha surpresa não está presente o corte clássico. A mistura final fica com 60% Pinot Noir e 40% Chardonnay.
A Comtes de Champagne Blanc de Blanc 1998, por ser blac de blanc é 100% Chardonnay. Foi a Grande Dama da noite. Trata-se de uma cuvée especialíssima, feita em grandes anos, daí ser safrada, e provenientes dos melhores vinhedos Crus da Cote dês Blancs.
Destaco os sabores de nozes secas, damasco, abricot e uvas passas brancas. Excelente !!!
Uma Champagne para se tomar em qualquer harmonização ou só, preferencialmente muito bem acompanhado.
A Taittinger Brut Millésimé 2002 é composta 50% de Chardonnay e os outros 50% de Pinot Noir, mais uma vez senti a ausência da Pinot Meunier. Apesar da qualidade indiscutível, apresenta um certo residual de açúcar que passa a ser, ao meu ver, uma tipicidade diferenciada para o produto. Entendo que ainda está jovem, mas pode ser saboreada, sem dúvida, desde já. Ressalto que se apresenta mais gastronômicamente para o momento, exatamente pelo seu açúcar residual, muito bem harmonizada com a untuosidade do risoto.
A Taittinger demi-Sec, apresenta-se com as três uvas: 40% Chardonnay, e os outros 60% divididos. Por ser a primeira, a Chardonnay e com a graduação de 40%, acredito que haja um equilíbrio, pois não é comum uma segunda uva descrita ter um percentual maior que a primeira citada. Antes de ser acrescentado o liquor de expedição para sua categoria demi-sec, ela permanece por três anos em cave.
Como os amigos perceberam, foi um jantar muito feliz, inclusive pelos amigos presentes e as boas conversas e as imprescindíveis risadas, pois a felicidade é fundamental, regada a Champagne perfeito, com pessoas especiais, inesquecível!
Abraços e saúde !!!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Importadora KMM
Olá, amantes do bom vinho !!!
Apresento a todos a Importadora KMM, especializada em vinhos australianos. Tive o prazer de conviver com Marli Predebon, durante a realização de um curso que fizemos juntos (WSET-nível 2), em São Paulo, no início do mês de novembro. Pude perceber o seu profissionalismo, valendo a indicação, além da qualidade dos rótulos que importa.
A importadora KMM tem como filosofia de trabalho o garimpo de vinhos de qualidade, de produtores tradicionais e/ou familiares, além de dar constante atenção a vinícolas jovens com vocação de qualidade e inovação. Com seu portfólio especializado em vinhos da Austrália, também agregou vinhos sul-americanos, buscando vinícolas como Família Schroeder, da Patagônia, que expressam o mesmo padrão de qualidade pelo qual a KMM tornou-se referência em vinhos australianos e é reconhecida no mercado brasileiro.
O australiano Ken Marshall e a brasileira Marli Predebon foram os pioneiros na introdução dos vinhos australianos no Brasil. Os negócios começaram quando, ainda na Austrália, exportaram as primeiras caixas em 1992. Estão radicados em São Paulo desde 1997. Entre as vinícolas australianas de renome estão representadas Yalumba, Jim Barry, St Hallett, Petaluma, Giaconda, Sandalford, Tatachilla, Stonier, Brokenwood, Hope e Westend Estate.
KMM Vinhos
Rua Medeiros de Albuquerque, 23, Vila Madalena, São Paulo
Telefone: (11) 3819-4020
E-mail: contato@kmmvinhos.com.br
Site: WWW.kmmvinhos.com.br
Apresento a todos a Importadora KMM, especializada em vinhos australianos. Tive o prazer de conviver com Marli Predebon, durante a realização de um curso que fizemos juntos (WSET-nível 2), em São Paulo, no início do mês de novembro. Pude perceber o seu profissionalismo, valendo a indicação, além da qualidade dos rótulos que importa.
A importadora KMM tem como filosofia de trabalho o garimpo de vinhos de qualidade, de produtores tradicionais e/ou familiares, além de dar constante atenção a vinícolas jovens com vocação de qualidade e inovação. Com seu portfólio especializado em vinhos da Austrália, também agregou vinhos sul-americanos, buscando vinícolas como Família Schroeder, da Patagônia, que expressam o mesmo padrão de qualidade pelo qual a KMM tornou-se referência em vinhos australianos e é reconhecida no mercado brasileiro.
O australiano Ken Marshall e a brasileira Marli Predebon foram os pioneiros na introdução dos vinhos australianos no Brasil. Os negócios começaram quando, ainda na Austrália, exportaram as primeiras caixas em 1992. Estão radicados em São Paulo desde 1997. Entre as vinícolas australianas de renome estão representadas Yalumba, Jim Barry, St Hallett, Petaluma, Giaconda, Sandalford, Tatachilla, Stonier, Brokenwood, Hope e Westend Estate.
KMM Vinhos
Rua Medeiros de Albuquerque, 23, Vila Madalena, São Paulo
Telefone: (11) 3819-4020
E-mail: contato@kmmvinhos.com.br
Site: WWW.kmmvinhos.com.br
domingo, 16 de novembro de 2008
Champagne e espumantes
Olá amantes de vinho!
Todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne!
O champagne é um tipo especial de espumante, feito na região de Champagne, na França. E é um DOC — Denominação de Origem Controlada —, ou seja, só os produtores demarcados e classificados podem produzir um champagne.
O champagne, como o espumante, caracteriza-se pela sua dupla fermentação. Inicialmente, o champagne é tratado como um vinho branco comum. Todas as uvas que o compõem passam pela fermentação normal em cubas de aço ou barris de madeira. Isso quer dizer que a partir de um vinho tranqüilo ou vinho base (vinho normal, sem CO2 ou gás carbônico), — que no caso específico do champagne é formado pela mistura (assamblage) das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meurmier (as duas últimas são vinhos tintos)—, é que se forma o champagne ou espumante. Esse assemblage passará por uma segunda fermentação. Para isso, acrescenta-se o chamado liquor de tiragem (leveduras mais açúcar) ao assemblage nas garrafas, onde ocorre a fermentação final, chamada de autólise, por meses.
Durante esse período, a garrafa descansa inclinada a 45 graus em pupitres, para que as leveduras mortas venham para o gargalo. Todos os dias, um operário faz a remoagem, um giro de ¼ de volta, garrafa por garrafa, para que as leveduras se depositem na boca da garrafa. Após a autólise, com as leveduras já depositadas, as garrafas são levadas, de cabeça para baixo, para uma cuba onde são mergulhadas em uma solução a -20ºC que congelará o gargalo. A garrafa é aberta e a pressão (CO2) expulsa o gelo com as leveduras mortas. Para completar o nível, acrescenta-se o liquor de expedição (uma mistura de vinhos brancos prontos, conhaques envelhecidos e cana de açúcar) com a dosagem de açúcar desejada. A quantidade de açúcar acrescentada determinará o tipo de champagne ou espumante que se quer produzir. Caso não seja acrescentado, apenas corrigido o volume perdido, este passa a se chamar nature, enquanto os outros, temperados com esse açúcar, passam a se chamar extra brut, brut, extra-sec, sec, demi-sec e dulce ou doux*.
O método descrito acima é o champenoise ou clássico, também chamado tradicional.
Outros lugares da França e do mundo, que procedem da mesma maneira para fazer esse vinho, não podem chamá-lo de champagne, — entretanto, é permitido indicar o uso do método tradicional—, mas apenas de vinho espumante. Na França, é chamado de cremant. Cremant de Alsáce ou cremant de Loire, por exemplo. Já na Alemanha é chamado de Sekt. Na Inglaterra e EUA é denominado de Sparkling wine.
Outro método, mais econômico e para grandes quantidades, é chamado de charmat. Nos tanques de aço inox para vinificação, ocorre as duas fases da fermentação, tanto a de produção de vinho quanto a da autólise, depois são engarrafados para o consumo.
Há dois outros métodos de produção de espumantes: pela adição artificial de gás carbônico e o método de transferência. O primeiro consiste na adição pura e simples de gás carbônico ao vinho. O segundo, na transferência da garrafa para o tanque, para depois engarrafá-lo novamente. Este método é pouco utilizado. O que podemos ainda observar são métodos particulares como, por exemplo, o Asti, feito especificamente por esse produtor.
* Porcentagem de açúcar residual em cada tipo de champagne ou espumante:
Extra-brut: até 6 gramas;
Brut: menos de 15 gramas;
Extra-sec: entre 12 e 20 gramas;
Sec: entre 17 e 35 gramas;
Demi-sec: entre 33 e 50 gramas;
Doux ou dulce: mais de 60 gramas.
Fonte: Coleção vinhos do mundo. v. 13. Veja. 2007.
Todo champagne é um espumante, mas nem todo espumante é um champagne!
O champagne é um tipo especial de espumante, feito na região de Champagne, na França. E é um DOC — Denominação de Origem Controlada —, ou seja, só os produtores demarcados e classificados podem produzir um champagne.
O champagne, como o espumante, caracteriza-se pela sua dupla fermentação. Inicialmente, o champagne é tratado como um vinho branco comum. Todas as uvas que o compõem passam pela fermentação normal em cubas de aço ou barris de madeira. Isso quer dizer que a partir de um vinho tranqüilo ou vinho base (vinho normal, sem CO2 ou gás carbônico), — que no caso específico do champagne é formado pela mistura (assamblage) das uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meurmier (as duas últimas são vinhos tintos)—, é que se forma o champagne ou espumante. Esse assemblage passará por uma segunda fermentação. Para isso, acrescenta-se o chamado liquor de tiragem (leveduras mais açúcar) ao assemblage nas garrafas, onde ocorre a fermentação final, chamada de autólise, por meses.
Durante esse período, a garrafa descansa inclinada a 45 graus em pupitres, para que as leveduras mortas venham para o gargalo. Todos os dias, um operário faz a remoagem, um giro de ¼ de volta, garrafa por garrafa, para que as leveduras se depositem na boca da garrafa. Após a autólise, com as leveduras já depositadas, as garrafas são levadas, de cabeça para baixo, para uma cuba onde são mergulhadas em uma solução a -20ºC que congelará o gargalo. A garrafa é aberta e a pressão (CO2) expulsa o gelo com as leveduras mortas. Para completar o nível, acrescenta-se o liquor de expedição (uma mistura de vinhos brancos prontos, conhaques envelhecidos e cana de açúcar) com a dosagem de açúcar desejada. A quantidade de açúcar acrescentada determinará o tipo de champagne ou espumante que se quer produzir. Caso não seja acrescentado, apenas corrigido o volume perdido, este passa a se chamar nature, enquanto os outros, temperados com esse açúcar, passam a se chamar extra brut, brut, extra-sec, sec, demi-sec e dulce ou doux*.
O método descrito acima é o champenoise ou clássico, também chamado tradicional.
Outros lugares da França e do mundo, que procedem da mesma maneira para fazer esse vinho, não podem chamá-lo de champagne, — entretanto, é permitido indicar o uso do método tradicional—, mas apenas de vinho espumante. Na França, é chamado de cremant. Cremant de Alsáce ou cremant de Loire, por exemplo. Já na Alemanha é chamado de Sekt. Na Inglaterra e EUA é denominado de Sparkling wine.
Outro método, mais econômico e para grandes quantidades, é chamado de charmat. Nos tanques de aço inox para vinificação, ocorre as duas fases da fermentação, tanto a de produção de vinho quanto a da autólise, depois são engarrafados para o consumo.
Há dois outros métodos de produção de espumantes: pela adição artificial de gás carbônico e o método de transferência. O primeiro consiste na adição pura e simples de gás carbônico ao vinho. O segundo, na transferência da garrafa para o tanque, para depois engarrafá-lo novamente. Este método é pouco utilizado. O que podemos ainda observar são métodos particulares como, por exemplo, o Asti, feito especificamente por esse produtor.
* Porcentagem de açúcar residual em cada tipo de champagne ou espumante:
Extra-brut: até 6 gramas;
Brut: menos de 15 gramas;
Extra-sec: entre 12 e 20 gramas;
Sec: entre 17 e 35 gramas;
Demi-sec: entre 33 e 50 gramas;
Doux ou dulce: mais de 60 gramas.
Fonte: Coleção vinhos do mundo. v. 13. Veja. 2007.
edição João Carlos Agostini
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
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